HUMMMMM…

Pés, costas e partes insuspeitadas

Mulheres se preocupam com o bumbum e as coxas, que de fato são importantes. Mas partes menos voluptuosas e por isso insuspeitadas são deixadas à parte, com graves consequências para a libido masculina. Um pezinho delicado, por exemplo, é meio caminho andado. Verdade que isso depende menos da pedicure do que de questões congênitas, ou seja, ou você tem ou não tem – e não há plástica que dê jeito numa lancha mal alinhavada. Mãos também caem como luva neste quesito. Além das costas. Uma “costas” deliciosa é o convite mais eficaz para uma noite de conchinha. Um amigo já teve ímpetos, nessa hora, de fazer elogios ao que considero um órgão sexual: “O melhor de você, amor, são suas costas”. Calou-se, receoso de que depois ela fosse falar dele – pelas costas.

Saltos e batatas

Se homens gostam de pés, eles amam os saltos, capazes de revelar, além dos pezinhos, as batatas da perna – com reflexo, aí já é coisa da nossa cabeça, em coxas e bumbuns ainda mais durinhos (e costas, hummmm, eretas). Acontece, porém, que o homem é péssimo comprador de salto. Erra desde a altura até a loja. O último que comprei será levado ao sapateiro, para ver se é possível arrancar um toco e diminuí-lo. Constrangida por não usar o nosso presente, a mulher abandona todo e qualquer saltinho, substituindo-os por aquelas sandálias de romano em livro do Asterix. Melhor não arriscar.

Ela depiladinha

É difícil encontrar no mundo uma coisa cujos nomes sejam tão inapropriados como no caso da… bem, buceta. Senão vejamos: buceta é um xingamento; xoxota é malicioso demais; xana ou xaninha não dá; perereca é infantil; vagina é ginecológico. De forma que não há como falar sobre o assunto sem desconforto. Mas vamos lá: ao longo da história, xoxotas, que a gente achava ser impossível melhorar, mudaram seus cortes de cabelo e a cada dia foram se tornando mais atraentes. Se pensarmos em Cláudia Ohana, com seu penteado metaleiro, vamos ver que a xana virou outra pessoa. Por ora, pererecas skinheads estão imbatíveis.

Uma masturbadinha básica pra gente assistir

Não são apenas os fetiches variados capazes de enlouquecer essas pobres criaturas testosterônicas. Uma masturbadinha básica, pra gente assistir, pode ser mais eficiente. E não se corre o risco de errar a mão, o que acontece eventualmente com chicotes, sexo no meio da rua e fios terra para bunda, quer dizer, banda larga. A masturbadinha básica pra gente assistir enquadra-se na categoria das coisas simples sonegadas ao homem, visto que tocar umazinha é mais comum em carreira solo do que em banda. Por isso esse mistério que nos tira do sério. Por isso a popularidade do sexo virtual – esse buraco de fechadura com webcam.

Uma gata cheirando a cigarro e whisky

Homem também quer casar e ter filhos. Também quer se apaixonar. E quer acordar sem ressaca no domingo de manhã. Mas, poxa, sabe como é, homem, na falta de melhor termo, gosta de uma putariazinha (que, explica-se, nada tem a ver com prostituição, mas com o ímpeto etílico-hedonista que nos persegue desde a Grécia Antiga). Na curva descendente da balada, o melhor dos mundos é uma gata cheirando a cigarro e whisky, a revogação da Lei Seca e um hotel de quarta categoria. Já no dia seguinte… Bom, aqui se faz, aqui se paga.

Uma conversa franca com a sua coelhinha

Pessoas falam durante a transa. Americanas, por exemplo, dizem “oh, god, yeah, yeah”. Mas tem gente que vai mais fundo no papo, além de fazer o mesmo em outras partes – e conduzem verdadeiras e reveladoras entrevistas. A brincadeira se dá nos moldes das “respostas cretinas para perguntas idiotas” – no caso, “respostas sacanas para perguntas desavergonhadas”. O segredo é não poupar a parceira de suas curiosidades mais tesudas. E você, parceira, confessar o inconfessável. Ao fim da trepantina, ninguém fala mais nisso. Funciona, além de economizar na psicanálise.

Uma noite no swing, uma manhã de tantra

Experimentar variadas formas de sacanagem é mais velho do que dar de frente. Então melhor agora, que o swing está na moda e as massagens tântricas também. São modalidades opostas, mas que levam ao mesmo objetivo: uma gozada fenomenal, com interessantes reflexões sobre o sexo nos dias atuais. Levar você, gatinha, no swing, não significa oferecê-la ao primeiro cafajeste. O swing da moda tem quase nada de troca de casais. É como o tantra: uma deliciosa exploração dos limites físicos e morais. Uau!

O sabor da inominável

Se os homens pudessem eleger a melhor fragrância do universo, o prêmio iria para o Dermacyd, aquele sabonete líquido que faz a higiene íntima da mulherada. Que maravilha aquilo! É o próprio cheiro da xoxota! Aliás, depois do Dermacyd, não se sabe mais que cheiro original tem a dita cuja. Nem faz falta. Porque basta uma cafungada no Dermacyd que toda mulher deixa no box do banheiro para você ser transportado para um mundo de sonhos, fantasias e, claro, xoxotas. Se eu fosse uma mulher em busca de aventura, daria um jeito de borrifar um Dermacyd no pescocinho.

Ejaculação feminina, se existir

Se ela existe, a gente quer ver. Se há dúvida, investiguemos por conta própria. Se é um mito, melhor irmos cheios de dedos. A recente fissura dos manos por este cataclismo deve ser celebrada pelas minas: antes do apreço pelo jato em si, o que a rapaziada gosta mesmo é de ver a mulherada gozando – aquela coisa que lateja, os pezinhos que se contorcem. Ah, os pezinhos… Hummmm…

AAAAARGH…

A gata que vira leoa

Urros que apavoram os vizinhos, arranhões subcutâneos. Eject.

Cavalgada no rodeio

Não é apenas o banco do Silvio Santos que quebra.

Pés horríveis

Acontece. Diga que este é o seu fetiche, e só transe de botas.

Mulheres que choram

E, em geral, vomitam. Um encontro, e caput.

Publicado originalmente na revista Gloss, 04/2011